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Caminhão e frota

O que destrói uma carcaça antes da hora

No pneu de carga, o valor está na carcaça, não na banda. E ela se preserva ou se perde na operação diária.

Uma carcaça preservada aceita três ou quatro vidas. A decisão de reformar é tomada anos antes, na calibragem.

Por que a carcaça é o ativo

A banda é consumível: acaba e se repõe. A carcaça é a estrutura, e é ela que permite recapar. Uma carcaça bem cuidada aceita três ou quatro vidas, e o pneu recapado custa uma fração do novo comparável.

Quem cuida da carcaça compra menos pneu novo. Quem não cuida compra sempre.

As causas reais de perda

Rodar subcalibrado é a primeira. O calor gerado pela flexão excessiva descola as camadas por dentro, e o dano não aparece do lado de fora até ser tarde.

Duplas descasadas vêm em seguida. Dois pneus do mesmo eixo com pressões ou diâmetros diferentes fazem um carregar mais que o outro o tempo todo.

Desgaste irregular por desalinhamento, perfuração por pedra em pneu com sulco fino demais, e reparo malfeito completam a lista.

O ponto de retirada certo

Rodar o pneu até o limite legal parece economia e é o contrário. Com pouco sulco, a pedra alcança a lona e a carcaça se perde.

A prática americana é retirar antes, e cascatear: compra-se direcional novo, e quando ele chega ao ponto certo vai para tração ou reboque, e só depois vai para recapagem.

O que fazer amanhã

Calibragem semanal com manômetro aferido, conferência das duplas do mesmo eixo, alinhamento periódico do conjunto inteiro, e registro do número de série de cada carcaça.

Nada disso é caro. Tudo isso é o que separa uma frota que recapa três vezes de uma que joga carcaça fora.

Quer resolver isso na prática? A gente responde em minutos no horário comercial.

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