Agrícola e OTR
Água no pneu radial: o limite que quase ninguém respeita
Encher demais o radial faz exatamente o contrário do que se quer: perde tração e compacta mais.
Por que se coloca água
Peso gera tração, e a água é o peso mais barato que existe. Ainda por cima fica abaixo do eixo, o que baixa o centro de gravidade e ajuda em terreno inclinado, vantagem que o contrapeso no engate não oferece.
Até aí, tudo certo. O problema começa na quantidade.
O limite muda com a construção do pneu
Pneu diagonal aceita até cerca de 75% do volume interno. Pneu radial aceita no máximo 40%.
Pesquisas citadas por ESALQ e UNESP indicam que passar de 40% em radial prejudica o controle de compactação, o conforto e a vida do pneu. O motivo é simples: o ar dentro do pneu é o amortecedor. Enchendo demais, o radial perde a flexibilidade do flanco, que é justamente a razão de ser dele, e passa a se comportar como um diagonal, com menor área de contato e mais compactação.
Ou seja, enche-se de água para ganhar tração e acaba-se perdendo tração.
Como medir sem equipamento
O enchimento é controlado pela posição da válvula na hora de encher, até a água chegar no bico. Válvula na parte de cima preenche 75%. A 45 graus superior, 60%. Na altura mediana, 50%. A 45 graus inferior, 40%. Embaixo, 25%.
Para radial, portanto, o ponto de parada é com a válvula a 45 graus abaixo da horizontal.
A alternativa que o mercado americano prefere
Vale saber que os fabricantes americanos, sem exceção, preferem lastro sólido a lastro líquido em pneu radial. O argumento deles é o mesmo: o líquido mata a deflexão do flanco.
O lastro sólido custa mais, mas sai e entra em minutos, o que permite lastrear por operação. Para frota que alterna trabalho pesado e leve, costuma sair mais barato no ano.
Quer resolver isso na prática? A gente responde em minutos no horário comercial.
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